Caixa Arquetípica Rapunzel - Série Contos de Fadas

Caixa Arquetípica Rapunzel - Série Contos de Fadas

A abordagem arquetípica da Série Contos de Fada” abre um portal para lidarmos com nossos medos, sombras e despertar novas possibilidades.

(Cada Caixa é única, construída para cada pessoa, com seus detalhes e particularidades.)
 

• Para analisar RAPUNZEL é importante observarmos o começo deste conto. No início, temos um casal estéril, mas que deseja muito um filho. É comum nos contos de fadas e nos mitos que o nascimento do herói ou da heroína seja precedido por um momento de esterilidade. Psicologicamente, isso significa que antes de um período de criatividade e atividade da consciência existe a fase na qual nada flui, com tédio, apatia, depressão e espera.

A energia está acumulada no inconsciente e isso traz a sensação de vazio para a consciência.

Ainda na história, como no mito de Perséfone, vemos que o masculino pode ser visto na relação mãe e filha como um raptor, um violador, ou seja, alguém que deve ser mantido longe. O interessante é que o conto nos mostra que manter a menina escondida gerou um efeito contrário.

No original, Rapunzel fica grávida do príncipe. O conto foi mudado devido à moral da época. Mas isso é extremamente comum, “prender demais” pode ter o mesmo efeito que “soltar demais”.

Certo dia, um príncipe escuta a bela voz da menina e se apaixona. Na Mitologia Grega as sereias eram seres extremamente perigosos, cujo canto levava os homens a se afogarem.
No conto “A Pequena Sereia” o príncipe também se apaixona pela voz dela. Nesta história o príncipe não é morto, mas fica bastante ferido, perdendo a sua visão. Isso mostra como a paixão é fonte de ilusões e nos deixa cegos.

O amor é um grande catalisador do processo de individuação. É ele quem impulsiona o indivíduo a querer se diferenciar. O amor do príncipe e de Rapunzel foi uma transgressão, um pecado e, como sabemos, toda transgressão leva à expulsão do paraíso.

Nesse caso, foi a expulsão do paraíso materno.Ao ser expulsa do castelo, a vida da moça começa de fato e assim ela pode se tornar capaz de amar além das ilusões e formar a sua família. No conto original, Rapunzel vai viver sozinha no deserto para amadurecer e depois dá à luz gêmeos, ou seja, ela passa de filha à mãe.

E só após passar um bom tempo na solidão para que possa desenvolver suas próprias capacidades internas de sobrevivência é que ela pode, então, se unir ao seu masculino.

Pois já está amadurecida, independente e segura para receber esse masculino como seu companheiro de jornada no processo de individuação.


(Fonte: https://www.personare.com.br/cabelos-de-rapunzel-simbolizam-apego-a-mae-m6905)

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